God ! (2)
Caí na realidade que namoro com um rapaz mais novo que eu. E não tenho 40 anos nem sou divorciada, ok?
Páginas Amarelas Parte VII
A pedido de muitas famílias agora é azul.
E porque já me estava a sentir enjoada.
Basta gostarmos mais de nós do que dos outros
Também já sofri por amor. Acredita que já. Já me deitei, sozinha na cama, olhei para o tecto e senti o quarto a andar à roda e as paredes a engolirem-me. Já meti os phones a tocar músicas que eram nossas e passei por todos os sitíos onde estivemos juntos. Já me sentei à porta de casa dele só para sentir que fazia parte de alguma coisa. Já carreguei no acelerador só para sentir que podia acabar tudo e tão rápido. Já deixei de comer. Já comi tudo o que me aparecia à frente. Já fiz telefonemas desesperados e acabei por me arrepender deles. Já fui para a cama com alguém que tinha acabado de conhecer para tirar o cheiro dele da minha pele. Já intoxiquei o fígado, o cérebro e os pulmões numa tentativa de retardar as sinapses que me obrigavam a recordar. Já o vi a sorrir com outra pessoa que não era eu e culpei-me, culpei-a, culpei-o por isso. Já me senti a desfazer. E já me reconstruí. Sozinha. É possível sabes?
Na ressurreição da carne
"E agora a vida era só a primeira tentativa e não havia problema. Eu e tu podíamos voltar atrás, nascíamos os dois outra vez e tudo ficava bem. Desta vez ia ser a sério e não tínhamos de rezar escondidos debaixo dos cobertores. Agora nascíamos outra vez e os teus... Nascíamos outra vez e desta vez toda a gente gostava de nós e éramos felizes. E então aí já não tinhas de morrer nunca mais e entravas de novo pela minha porta com um sorriso e eu nem me admirava. E víamos tudo um do outro, um no outro, e eu nunca mais perdia ninguém. E agora eu tinha razão e era tudo verdade e recomeçávamos já. E agora eu tinha razão e era tudo verdade e recomeçávamos já. E agora eu tinha razão e era tudo verdade e recomeçávamos já... "
Escrito pelo T no seu Mundo Hipotético dos Se's.
Hardcore
Deep down, everyone wants to believe they can be hardcore. But being hardcore isn’t just about being tough. It’s about acceptance. Sometimes you have to give yourself permission to not be hardcore for once. You don’t have to be tough every minute of every day. It’s okay to let down your guard. In fact there are moments when it’s the best thing you can possibly do… as long as you choose your moments wisely.
Grey's Anatomy
Faltam-me as palavras
Nada disto era suposto acontecer assim. Devia estar a dois milimetros de ti, não a dois mil quilómetros. Devia passar-te as mãos pelo cabelo sempre que o vento te despenteia. Dar-te um beijo antes de me agarrares com força, com medo que fuja durante a noite. Já não sei o que te dizer sobre a pressão dos poucos minutos que temos para falar ao final do dia. E hoje é o primeiro dia em que nenhum de nós consegue puxar pelo outro. Enquanto aquecias o coração ao sol, deixei o meu de molho numa das muitas poças de chuva na minha rua. Quero sentir que olhas para mim, que não consegues ver mais nada para além de mim. Quero relembrar os teus beijos e as tuas mãos. E quero as minhas palavras de volta. As que deixei contigo.
Páginas Amarelas Parte VI
Já passaram muitas pessoas pela minha vida. Umas melhores que outras. Como em tudo o resto. Atrevo-me a dizer que algumas que já não me pertencem eram as melhores. Não sou hipócrita ao ponto de dizer que sempre fui correcta, que fiz tudo certo e nunca magoei ninguém. Magoei pois. E com toda a força que tinha. Depois arrependi-me e voltei costas. O orgulho obrigou-me muitas vezes a não olhar para trás. Também não é agora que o vou fazer. Há um tempo e um espaço para tudo. E tinha de criar espaço para que outras conseguissem fazer parte da minha história. Depois há aquelas pessoas que me fizeram perder tempo. E por mais estranho que pareça (ou não) quanto mais elas fugiam mais eu corria atrás. O mais estúpido foi que deixei de as ter não porque me cansei de correr, mas porque elas me apanharam. Depois largaram-me por aí e continuei o meu caminho. Mas hoje estou especialmente irritada por ter atingido que, sem exagero, 50% das que se aproximaram de mim me queriam foder, algumas literalmente, outras não. E gastei tanta energia a tentar afastá-las que acabei por me foder a mim mesma, literalmente ou não, como quiserem interpretar.
Com direitos de autor III
" Os amigos servem para nos lembrarem daquilo que já sabemos. As mulheres servem para nos fazer esquecer tudo o que sabíamos. Está mais que provado. Os homens são todos iguais. Copiaram-se em conjunto. As mulheres são todas diferentes. Destacaram-se uma de cada vez."
Miguel Esteves Cardoso em O Amor é Fodido
Expecto Patronum
Estavas sentado na cama, de boxers, quando olhaste para mim como se me visses pela primeira vez e perguntaste " Queres ser a minha namorada?" Rebolei entre os lençóis, cheguei-me para ti e apenas com uma almofada entre nós sorri e respondi " Sim, quero". Depois ficamos assim, em silêncio, e o que não sabes é que naquele momento a única coisa que me ocorreu foi pensar na Sininho. Sim, essa mesma. A do Peter Pan. Se ela me lançasse o pozinho mágico para cima nem sequer teria de pensar em coisas felizes para fazer um lançamento directo para a lua. Isso ou invocar um Expecto Patronum para nos iluminar o resto da noite.
Vou falar-te de amor
Cheguei à conclusão que se passar todo o meu tempo livre a dormir, volto para ti mais depressa.
State of emergency
By Steven Meisel Em Setembro do ano passado, na prisão de Paços de Ferreira, foi usada uma arma que dispara 500 volts, designada teaser, num recluso que se recusava a limpar a cela há seis semanas. A cela tinha comida, lixo, urina e fezes espalhados pelo chão e pelas paredes. Agora, os senhores guardas vão responder em tribunal perante uma acusação de violência. Bom. Parece-me muito bem. Afinal se aquele senhor está preso significa que sempre foi um cidadão exemplar, não roubou, matou ou violou crianças/avós/mães/etc. Se esse senhor sempre foi um exemplo para a sociedade porquê tamanha violência? Não concordo. Porque não sentá-lo num sofá confortável,a ver a Oprah ou a falar com um psicólogo, um cházinho de camomila à frente por causa dos nervos e umas festinhas no cabelo para ele se sentir menos excluído? Ou isso ou obrigá-lo a lamber as paredes. Se fosse eu ia pela última. Mas depois era julgada por atentado ao ser humano como cidadão exemplar. Sou mesmo desumana pá.
When the night falls in around me
Ainda não percebi se me fazes bem ou mal. Estou indecisa. Tanto me acordas para dizer que atravessaste metade da Europa para vir ter comigo, como para me dizer que isto não vai correr bem. Está a chover lá fora. Ñão tenho uma bola nem um quintal. Tenho três dias livres no próximo mês e a responsabilidade do mundo às minhas costas. Eu. Uma miúda que ainda não percebeu que cresceu. Bem vinda ao mundo dos adultos, faça favor de entrar. Mas não se paga? Paga pois, metade dos seus sonhos, liberdade e alegria. Oh, então não quero. Não quer, mas tem. Ponto. É assim que nos tornamos crescidos. Aprendemos a fazer coisas que não gostamos. E eu gosto de ti. E gosto tanto de saber isto como tu. E hoje passei o dia sozinha e amanhã, guess what? Estás a apanhar? Está a trovejar. E não tenho guarda-chuva nem casacos quentes. O meu estômago faz barulho e não tenho a sopa da minha mãe, fica tu com as três conchas. E dorme. Precisas de dormir. Eu? Preciso de ti e não te tenho. Não me acordes. Deixa-me sonhar que me bates à porta e trazes contigo a minha mala que anda perdida nos tapetes rolantes. Está escuro lá fora. Lá fora e em todo o lado.
(qualquer semelhança deste post com um ataque esquizofrénico está totalmente fora de questão, hum?)
Love me when I'm gone
So hold me when I'm here. Right me when I'm wrong. Hold me when I'm scared. And love me when I'm gone. Everything I am and everything in me wants to be the one you wanted me to be. I'll never let you down even if I could. I'd give up everything if only for your good. So hold me when I'm here. Right me when I'm wrong. You can hold me when I'm scared. You won't always be there. So love me when I'm gone.
The one I've been looking for
Dreaming of when the morning comes
Há uma semana que não vais dormir a casa, que me acordas a meio da noite para fazermos amor, que deixas a escova de dentes ao lado da minha, que pagas multas de estacionamento na minha rua, que me passas as mãos no cabelo até me sentires adormecer, que me vais buscar ao inglês, que te roubam baterias do carro às tantas da manhã, que não páras de me dizer que tenho o corpo mais perfeito que viste até hoje, que me prometes as Maldivas e a costa alentejana, que sorrimos um para o outro discretamente ao almoço, que assinas papéis para a vida, que não dormes mais de cinco horas diárias. Diz-me. O que vai ser de nós durante duas semanas?
God !
Às vezes olho para trás e percebo que ou estava com os copos ou prestes a ter um AVC hemorrágico.
I'm losing what I don't deserve
"Já não sei se tenho mesmo - e sempre tive - uma péssima memória, ou se sou eu que tenho a tendência para reprimir tudo o que não me agrada e por isso é que não me lembro de mais de metade da minha vida."
Cenoura, ovo ou café?
São as adversidades que nos mostram do que somos feitos. Como a história da água a ferver. Experimentem em casa. Três panelas de água a ferver. Na primeira uma cenoura, na segunda um ovo e na terceira grãos de café. A conclusão? Simples. A cenoura, com a mania que era dura e forte amolece face aos obstáculos. O ovo, frágil e desprotegido, torna-se mais forte e consistente. E o café? O café muda a água, torna-a saborosa. Tenho para mim que estas duas últimas semanas me transformaram num ovo cozido. Tenho orgulho nisso. Mas daqui para a frente não descanso enquanto não conseguir fazer café.
Serão o amor e o ódio assim tão diferentes?
É tão giro ter pessoas, que voltam de terras distantes, que nos foderam a vida, a cabeça, o nome, que se julgam tão superiores, e a primeira coisa que fazem é perguntarem a uma das nossas melhores amigas:
- Então, como é que ela está?
E eu divirto-me com isto. Juro.
Já te tinha dito?
Tira botas, calça botas, tira cinto, põe cinto, tira casaco, veste casaco, tira computador, arruma computador. Mas por mais incrível que pareça não te consegui tirar da cabeça.
I'm froze by desire
Gisele BunchenO amor está sempre depois do sexo. Todo o antes é duvidoso. Os suores e a respiração ofegante que antecipa o acto são por vezes confundidos com o acto de amar. É um "amo-te... mas quero-te nú", "amo-te... mas quero percorrer todo o teu corpo com as mãos". É um amo-te permissivo. Enquanto o pronunciamos é tesão o que saí pela boca, não amor. Os beijos deixam de ser carinhos e passam a ser desejos. E é-nos dada a possibilidade de possuir qualquer parte do corpo alheio com uma única palavra. É feito sexo com a desculpa do amor. No fim, depois dos corpos exaustos, se houver espaço para um último toque, para um último beijo, se houver vontade para um olhar é o amor a falar: "Amo-te.
You're gonna be the one who saves me
São 2000 km. Um carro. Dois aviões. Dois autocarros. Acordaste às quatro da manhã, aposto que estava um gelo lá fora e nenhum carro pisava a estrada. Chegaste ao aeroporto, esperaste uma hora e meia e enfiaste-te num banco pouco confortável para descolar. Enquanto fazias escala num país qualquer perdido pelo meio, estava eu, a dormir profundamente, debaixo do edredão quentinho, com uma almofada debaixo da cabeça e outra agarrada a mim, como já me viste fazer. Despertei com a luz do telemóvel e numa mensagem dizias “Se cair…já sabes…”. E sabia. Sabia que vinhas aí. Dei voltas na cama durante horas. O meu coração batia depressa, provavelmente por sentir que o teu estava cada vez mais próximo. Lembro-me de sorrir, meio a sonhar meio acordada e sentir-me a pessoa mais aconchegada do mundo inteiro. Ali, naquela terra gelada, onde todos parecem ralhar com todos e com o coração perdido nas ruas escuras. Só agora percebo que ele não se perdeu. Fugiu-me para te encontrar. E voltou para mim quando te vi do outro lado da estação, com o teu blusão de cabedal e mochila às costas, o sorriso que se estende aos olhos, e eu a ouvir Wonderwall porque senti que aquele momento precisava de banda sonora. Sei que querias parar e ficar a olhar para mim como se fosse a primeira vez, sei que querias repetir a cena do Armageddon, mas não houve tempo para nada disso. Agarraste-me com a força de quem nunca me vai deixar. Enterrei a cabeça no teu pescoço e a única coisa que consegui articular Estás mesmo aqui não estás? Estiveste. E estás. E conseguiste apagar tudo o que estava para trás.
I'm leaving on a jet plane
- Ia-lhe contanto.
- Quando?
- Quando me perguntou porque estava feito parvo no quintal a olhar para os aviões.
- Quando?
- Quando me perguntou porque estava feito parvo no quintal a olhar para os aviões.
My plastic love
She lives with a broken man. Há cerca de um ano atrás tinha a mala igualmente à porta. Cheia de sonhos e cores. Era tarde, já não se ouvia nada para além do silêncio. Sentada no chão da sala, no meu recanto preferido ouvia Fake Plastic Trees no volume máximo. She tastes like the real thing. A minha dependência extrema deixava-me vazia. Desorientada. Demasiado perdida e ferida para perceber o que estava à minha frente. Dois países distantes. Duas cidades frias. Um coração. E chorava. If I could be who you wanted. A minha intuição nunca se engana. Sabe o caminho até de olhos fechados. E, no fundo, eu sabia que aquela era a primeira e a última viagem. E, na verdade, nunca mais ouvi aquela música.
Would you kill to save a life?
Entrei no banho, a tremer da cabeça aos pés, lavei metodicamente o cabelo, o corpo, embrulhei-me na toalha, passei o creme hidratante nas pernas, barriga, mãos e cara, penteei-me, roupa interior, enfiei as calças e quando ia apertar o cinto no último furo percebi que as calças me caíam. Fiquei a olhar, petrificada, para aquele furo já feito depois da compra do cinto, e que já não me segura as calças. Foi neste exacto momento que me veio à cabeça uma das muitas cenas do filme Into the wild, em que ele vai apertando, apertando e fazendo furos à medida que emagrece. Virei-me de costas para o espelho, tenho os ossos da coluna demasiado salientes na pele, cada vez que respiro vejo as costelas fazerem fricção. Tenho olheiras profundas e negras e as unhas comidas até metade. Estou a consumir-me em silêncio. Sem sintomas, sem sinais. É como se me comesse por dentro. Sem doer, no silêncio da noite. Enquanto a mente dá descanso aos músculos, mas o inconsciente vem ao de cima. É agora, a rampa está mesmo à minha frente. Escorregadia, íngreme. Lá em baixo está o muro. Duro e rochoso. Vou ter de saltar. Não tenho hipótese. Por mais que tente atenuar o embate, sei que me vou partir aos bocados.
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Acerca de mim
- Joana
- O meu nome é Joana. Sou insatisfeita por natureza, quero sempre mais e sempre melhor. Sou indecisa, mas quando me decido vou até ao fim do mundo. O meu sonho é fotografar o mundo e as coisas bonitas que nos rodeiam. O meu grande sonho é não ter limites para o fazer.


