Vou falar-te de amor

:)

Tudo na vida tem um fim. É a única certeza que temos. É talvez um bocadinho do que nos conforta antes de adormecer. E hoje tenho de despedir-me deste blog. Fez sentido até agora, mas hoje já não me conforta. Vou despedir-me dele e dizer-te olá. Espero que para sempre. Espero que todos os dias.
Talvez regresse, talvez não. Talvez num outro sítio, noutra vida ou noutro coração. De uma coisa tenho a certeza, volto mais crescida e mais eu.

Agora, é tempo de viver lá fora! Cá vamos nós!!!







































































.

Porque tem de dar certo

Há palavras que se prendem na garganta. Queremos gritá-las, cuspi-las com força para a cara da outra pessoa. Feri-la com elas como se fossem estilhaços da bomba que acabou de rebentar em silêncio dentro de nós. Mas dizem que o amor é cego, surdo e mudo. E o meu ontem ficou afónico.
Fazer tudo bem. É o grande desafio dos nossos dias. Comer de forma saudável, ser profissional, manter a casa limpa e arrumada, dar atenção aos amigos, beber dois litros de água por dia, amar incondicionalmente quem partilha a vida connosco, conseguir andar em cima daqueles saltos de dois metros que o trabalho nos impõe, surpreender o namorado com um jantar romântico, ingerir menos hidratos de carbono, dar conselhos a amigas que sentem que tudo está perdido, respeitar os sinais de STOP no trânsito, saber tudo e mais alguma coisa sobre os 50 aparelhos de radiologia e responder a todas as questões confiantemente, vestir lingerie sexy, aspirar o carro todos os meses, tirar a maquilhagem antes de ir dormir, deixar de fumar, vá que hoje é o último e tantas outras coisas. Mas depois esquecemo-nos do mais importante. De parar. De perguntar o que queremos no espelho. De chorar o cansaço, dormir para afastar o stress, estarmos sozinhos. De tirar do bolso uma ilha deserta instântanea para sentir o sol a bater-me na pele. Para sentir o coração a bater no peito. E sentir que não, que ainda estou aqui, ainda tenho palavras nos dedos, músicas nos ouvidos e uma vontade enorme de mandar tudo à merda, como sempre, aliás.

Um ano e um mês,

No meio do trânsito. Do meu lado esquerdo uma senhora fixava o horizonte e perdia-se nos seus pensamentos. À minha frente um casal jovem de namorados discutia teatralmente. E eu reconheci a música no rádio, aumentei o volume quase até ao máximo, exactamente como sei que detestas, e comecei a sorrir. Primeiro a medo, depois tive mesmo vontade de rir. E ri, ri, ri, ri, com gosto. Ri até ficar com os olhos a brilhar. Cheios de ti. Porque podes baixar o volume do rádio as vezes que quiseres, podes discutir treatralmente comigo, posso até olhar para o horizonte como a senhora que está no carro ao lado do meu, posso ter vontade de mandar toda a gente à merda por detestar o que faço, posso não ser capaz de me levantar da cama todas as manhãs à hora que seria suposto, podes zangar-te comigo por fumar cigarro atrás de cigarro, mas nunca vamos conseguir diminuir o que sinto por ti. Minimizar-te, se algum dia for preciso, será a missão impossível da minha vida.
(Coldplay - Charlie Brown)

Em três dias,



cheguei aos 47,5.

Do I have to save your soul?

Há muito tempo atrás reconheci que cada um de nós tem, na liberdade, a sua própria prisão. Definir onde começa o espaço de um e acaba o do outro é praticamente impossível. Definir a nossa própria felicidade é difícil. Fazer feliz quem amamos é destruidor. Destruímos o orgulho, a confiança, os valores e perdemo-nos dentro de nós para encontrar o caminho do outro. A dúvida é avassaladora. Acaba com tudo o que construímos e deita por terra todo o amor que existe. Tenhos as mãos atadas atrás das costas. Se tentar correr para ti vou tropeçar e magoar-me a sério. Se ficar aqui parada vou perder a vida que imaginei contigo. O meu coração vai parar em qualquer dos casos. Ninguém morre de amor. Mas morre-se de dúvida, de incerteza, de desconfiança, morre-se de tanto querer amar o que não é certo.

Com algum atraso

Há praticamente um ano abria-te a porta do meu quarto de hotel perdido no meio do frio da Primavera e a do meu coração, nos seus 40 graus de verão abrasador. Quis o destino que entrasses em mim de uma forma assombrosa e avassaladora. Levaste-me o medo, a tristeza e a prisão de uma terra de ninguém onde apenas as vozes ao telemóvel me lembravam que estava tão longe de casa. Quis dizer-te que era tua, desde que desci as escadas do hotel e enfiei as mãos nas luvas de lã para te abraçar. Que cantarolei as músicas que são dos dois durante todo o caminho, para afastar o frio e as expectativas que me consumiam a cabeça e não me deixavam dar um passo de cada vez. Praticamente corri ao teu encontro, naquele passo saltitante de criança que agora me conheces tão bem. As expectativas, essas, ficaram mais uma vez guardadas dentro do roupeiro enquanto nos escondíamos desta Europa sem sentido debaixo do edredão. Conseguiste superá-las. Não na minha pele, mas no meu coração. Que hoje fala com o teu sem parar, numa língua só nossa, num mundo que é interdito a toda a gente, excepto a nós os dois.

All the things I want to do

Olho para o sofá e percebo pela primeira vez que não te mereço. A sala está às escura, estas paredes despidas de fotografias, cor e livros fazem-me sentir demasiado pequena ao lado do que sentes por mim. Tenho a régua na mão mas não preciso dela, só de olhar para ti sinto-me minúscula. E o sofá não está bem aqui percebes? Este não é o lugar dele. Tento abstrair-me dele, mas ele não pára de me fixar. Se pelo menos as minhas mãos conseguissem dizer-te o que me vai no coração. Porque eu não consigo. Deixei de conseguir falar com o coração. E a primeira vez que mudar este sofá de sítio nunca mais vou parar. Ele nunca vai ficar perfeito, nem no sítio certo. Nunca mais vou conseguir descansar. E agora odeio-me. Porque já pensei em mudá-lo. Porque para ti já não sou perfeita. Porque esta merda de vida não tem um botão de replay e sou permanentemente insatisfeita. Afinal o sofá está perfeitamente bem ali. Para todas as pessoas. Excepto para mim. Espera. Assim que saíste senti o coração apertado. Espera. Quando te viraste para te despedires de mim vi a desilusão estampada nos teus olhos. Baixaste a cabeça, encolheste os ombros e seguiste o teu caminho. E eu vou voltar para casa, encarar as paredes nuas e evitar o sofá. E o aperto no coração veio para ficar. Vou deixá-lo entrar, em bicos de pés e chorar baixinho até que ele encontre outra casa para morar.

Almas velhas

É chato constatar que o ponto alto dos meus dias tem sido chegar à cama e enroscar-me em ti.

Obrigada T.





A Teclas que conheci há tanto tempo quanto o tempo que não a vejo (temos de resolver isto teclas...) num dos meus lugares preferidos da terra, ofereceu-me este pequeno selo. E eu sou toda sorrisos! :) Não fosse ela a minha stylist de unhas preferida e dona de uma blog simples, cheio de cor, emoções e coisas boas da vida!






E aqui ficam as regras:



1. Colocar o link de quem o ofereceu;
2. Colocar o selo no blog;
3. Escolher 5 blogs com menos de 200 seguidores para oferecer o selo;
4. Deixar um comentário a avisar que estão a oferecer o selo.

E o selo vai paraaaaaaaaa...

Eterna viagem
(A)parências
I wish that we were magic
Somewhere over the rainbow
1632 horas

Deliciem-se :)

Até onde o meu amor por ti chegar

O amor não chega. E não é uma coisa de agora. É de sempre. Dói-me mais não chegar a ti do que ter-te longe. Dói-me mais amar-te tanto. E olhar para ti e ver toda a minha vida a passar-me à frente dos olhos dói. Porque o problema és tu. Se não me tivesse sentado naquela secretária já ocupada ao teu lado nunca teria tido a vontade alucinante de viver tudo. Agora. Num futuro próximo. Já me disseram que quando se encontra a pessoa certa tem-se vontade. De dar a volta ao mundo. De não sair debaixo dos lençóis. De comer panquecas com cogumelos. De ver chover dentro de água. De parar de respirar para confirmar se respiras por mim. E quando olho para ti vejo tantas coisas que acabas por ficar desfocado. Porque quero ter-te lá. Para sempre. Até onde o meu amor por ti chegar.

Vale a pena esperar

Hoje...


Daqui a quinze dias...

















A quantos quilómetros achas que o nosso resiste?



(roubado indecentemente à I.)

Cães vadios

A solidão é uma coisa estranha sabes. Quando estás sentado ao meu lado e a minha cabeça viaja sinto-me tão longe de ti como se estivesses a milhas de distância. Hoje não é o caso. Tenho a cabeça bem aqui, em cima dos ombros, colada ao pescoço. Abro o roupeiro só para ser invadida pelo teu cheiro. Durmo colada à tua almofada. Uso as tuas expressões. E embora saiba que vai ser por pouco tempo, parece que tenho uma eternidade à nossa espera. Mas o que me deixa mais triste é saber que não vou conseguir transmitir-te isto quando voltares para mim. Vou abraçar-te, sentir o teu calor de sempre, mas será tudo o que te vou dar de mim. Chama-me fria, chama-me bruta, chama-me a tua menina. Não sei se o sou. Mas quero. Queria saber dar-te mais de mim como no passado. Queria não ter medo de saíres porta fora e ficares a ganhar. Sou, no fundo, um cão rafeiro. Daqueles que são abandonados pelos donos, habituam-se ao frio do alcatrão à noite, a desconfiar de quem lhes dá de comer e fogem sempre que se aproximam. Não foste tu que me abandonaste. Não foste tu que me atiraste do carro em adamento para o meio da estrada. Mas és tu que lidas com as consequências disso. Lembra-te só que a minha reacção não se deve a gostar menos de ti do que tu de mim, os cães vadios atacam quando têm medo. E eu sou uma rafeira vadia que prefere morder-te a deixar-te abandonar-me.

A mil

Tenho saudades de ter quem puxe por mim. De ouvir do outro lado do telefone se não vens, não falo mais contigo. De ser convidada para 10 jantares de Natal e inventar desculpas para não ir a metade. De adormecer stressada a pensar que amanhã tem tudo para correr mal. De sonhar com carros novos que não são meus. De acreditar que faço alguém feliz por percorrer 160 km numa noite para cantar os parabéns. Mais que tudo tenho saudades de ser reconhecida pelos que gosto. De ser aquela que chega às duas da manhã e está a bocejar no meio da pista de dança enquanto me olham com cara de se vais embora agora, levas um tiro. Reconheço-me desde sempre como uma alma velha, mas não uma que se deixa levar pelos dias e pelas horas mortas, sem fazer nada em contrário. Neste momento, sinto-me prisioneira de mim mesma. Como se fosse inevitável, como se pedir mais fosse egoísta e infantil. Sim, tenho quase idade para ser mãe, já tenho emprego, já tenho casa, já tenho namorado, já tenho um ordenado certo ao final do mês. Mas também tenho muita vontade de continuar a fazer disparates, de perder a cabeça, de andar a mil. Tenho vontade de ser eu, só mais uma vez.

Atrevo-me a dizer que contigo o mundo é cor-de-rosa.


Love in a box

Gosto de ti agora. Não daqui a cinco minutos, uma hora ou um mês. É agora e é aqui. O meu coração grita por ti agora. Ao ver a primeira fotografia que te tirei. Como se tivesse sido noutra vida. Mas desejo-te agora. Como cada vez que acordo antes de ti e o mundo me cai em cima do peito com força só de te ter ao meu lado. É um estado de graça sem precedentes, sem demoras, sem pressas, sem horas. É o estar aqui e gostar de ti. Tão natural como se falasse em respirar. Tão acesso, tão presente, tão meu. E apesar de gostar de ti neste minuto que ainda não passou, tenho medo de não te ter no que está para vir. Posso ficar sem ti agora. Posso nunca ter-te tido. Posso já não te ter mais. Mas este amor que me enche o corpo ocupa demasiado espaço para ser guardado onde quer que seja. Por isso diz-me, se já não fores meu no próximo minuto, o que faço ao meu amor por ti?

We will survive

"Adapt or die." As many times as we've heard it, the lesson doesn't get easier. Problem is, we're human. We want more than just to survive. We want love. We want success. So we fight like hell to get those things. Anything else feels like death.


Grey's Anatomy

You, my paradise




O ano de 2011 foi de longe o melhor ano da minha vida. De tudo o que já vivi, valeu a pena sofrer, arrastar-me, lamber as feridas e experimentar 2011. Foi, sem sombra de dúvida, o mais exigente, responsável e feliz de sempre. Não me arrependo de nada que fiz para trás, foram todas as decisões e atitudes que tomei que me trouxeram aqui. A 2011. Ao príncipio da minha vida. Não gosto de falar de barriga cheia, até porque ainda não acabou, nem de me gabar. Mas orgulho-me de vos poder dizer, pela primeira vez, para acreditar. Por favor, acreditem. Batam com força no chão, nas paredes, rastejem na merda, levantem-se com a ajuda dos amigos e à custa de muitas noites mal dormidas, lambam as feridas com o vício que estiver mais à mão, mas acreditem sempre. Vai estar tudo guardado para vocês. E tudo se paga e se deve enquanto aqui estamos. Este foi o meu ano. O meu prémio. A minha recompensa. Tudo a que tive direito. Não sei como vai ser 2012. Mas não tenho medo. Enquanto puder olhar para ti todas as manhãs, sei que vou ultrapassar tudo com uma perna às costas e o coração cheio de gomas e confetis a bater, quente, feliz e protegido dentro do meu peito. Que é onde ele deve estar.

Sobre sexo

Não gosto de começar. Gosto de ser pressionada. Não gosto que seja sujo. Gosto do meio. Não gosto do ritual do início, tem de ser tudo bem feito, equilibrado, nem mais nem menos, como uma coreografia perfeita. E eu que não gosto de coreografias. Gostava que fosse como nos filmes, com banda sonora, tudo slow motion, tudo clean, tudo maravilhoso, tudo cheio de amor. Gosto mais de falar sobre ele do que fazê-lo. Gosto de levar as coisas na boa, de me rir a meio, de ser espontânea. Gosto de lingerie que não se despe.Não gosto da pressão que existe em fazê-lo. Gosto do fim. Especialmente, quando significa outro início.

Cá em casa,

só de dorme do lado direito da cama.

Não foi de todo contagiante...

Vi o contágio. Pois. E esta é a primeira vez que vou criticar negativamente um filme. Ora devido a uma imunidade de uma certa pessoa que não é minimamente explorada nem compreensível, ora porque a determinado momento a trama adquire um novo contexto quando existe o potencial de ser uma arma biológica feita em Hong Kong, ora a previsibilidade da entrega de um placebo (outra coisa não se estaria à espera), ora pelo meio existir uma história de um jornalista mentiroso à espera de não sei o quê, ora porque o pânico da pandemia se resume a três roubos, um supermercado meio vazio e o lixo por recolher nas ruas. Não há drama, não há angústia, não há reacção da parte do público. Estamos constantemente à espera de alguma coisa que.... não vem. E para terminar em grande, a origem do vírus é ridiculamente estúpida. Entretanto li umas críticas positivas, pela suposta realidade do filme. Pois muito bem, não sei quanto a vocês, mas a realidade em que estamos é tão má que quando penso entrar numa sala de cinema espero experimentar um mundo completamente diferente. O que não aconteceu, de todo.

Let it burn

Temos todo o direito de estar na merda. De parar, ver o mundo que conhecíamos desmoronar à nossa volta e deitarmo-nos no chão frio. Temos o direito de dar murros na parede e sentir que existe alguma coisa que dói mais que o que temos cá dentro. Depois de lutar, de chegar alto, de dar o nosso melhor, depois de engolir sapos do tamanho de dinossauros e de sermos as pessoas fortes que esperam de nós, temos o direito de gritar a plenos pulmões que não merecemos. Que a vida não pode ser só isto. Temos e devemos tapar a cabeça debaixo dos cobertores, chorar como bébes acabados de nascer e não fazer nada para nos sentirmos melhor. Mesmo quando toda a gente diz para reagir, para abrir os olhos e a janela a um novo dia, devemos abraçar a noite, esconder o sorriso e dar as boas vindas à desilusão. Existe um tempo para tudo. O tempo da desilusão, do desespero, do luto também tem de fazer parte dos nossos dias. E hoje, olhar para dois amigos que tanto me fizeram rir e agora só têm vontade de chorar, não vou dizer-lhes que vai ficar tudo bem, que há coisas muito boas à espera deles. Vou sentir o mesmo que eles, fechar os cortinados, adormecer e repetir para mim mesma as vezes que forem precisas que a vida é uma merda, a vida é uma merda, a vida é uma merda, a vida é uma merda,a vida é uma merda.

Golden Hour

"How much can you actually accomplish in an hour? Run an errand maybe, sit in traffic, get an oil change. When you think about it an hour isn't very long. Sixty minutes. Thirty-six hundred seconds. That's it. In medicine, though, an hour is often everything. We call it the golden hour. That magical window of time that can determine whether a patient lives or dies. An hour, one hour, can change everything forever. An hour can change your life. Sometimes an hour is a gift we give ourselves. For some, an hour can mean almost nothing. For others, an hour makes all the difference in the world. But in the end, it's still just an hour. One of many. Many more to come. Sixty minutes. Thirty-six hundred seconds. That's it. Then it starts all over again. And who knows what the next hour might hold."




Grey's Anatomy

Acerca de mim

A minha foto
O meu nome é Joana. Sou insatisfeita por natureza, quero sempre mais e sempre melhor. Sou indecisa, mas quando me decido vou até ao fim do mundo. O meu sonho é fotografar o mundo e as coisas bonitas que nos rodeiam. O meu grande sonho é não ter limites para o fazer.