Do facebook

- Tu que és homem, explica-me.
- Lembraste do princípio da playlist?

- Sim.
- Então, basicamente é dar bateria ao iPOD.

We can dance until we die




Hoje sinto-me assim.

The finish line is a good place to start

Vi o P.S.- I love you. Hoje. Passados meses. Confesso que às vezes tenho saudades de me lembrar de ti.

I can't give it up to someone else's touch

Atirem-me um bocado de carne que eu vou atrás. A sério. Experimentem. Hoje vasculhei caixotes do lixo à procura de alguma alegria que me pudesse saciar a fome que tenho. Mas continuo com o estômago colado às costas. Vagueio, à chuva, completamente encharcada. E nem assim consigo sentir o que quer que seja. Todas as caras que passam por mim lançam-me um olhar piedoso. Uns têm pena e queriam levar-me para casa, mas outros pensam que a morte seria o meu alívio. Alguns, os que sentem o coração no sítio certo, ainda me dão alguma coisa para enganar a fome. Mas não é suficiente. Nunca é. Não podias antes levar-me para casa? Aposto que tens uma lareira quentinha, um coração cheio de amor para dar e desejas alguém que te seja fiel. Prometo que não dou cabo dos sapatos nem faço xixi no chão. A sério. Já vadiei o suficiente, já me satisfiz com o que encontrei em ruas duvidosas, já passei frio, já senti a chuva na cara e no corpo, já me senti livre para aceitar festas na cabeça de quem passava por mim, já dormi sozinha em becos escuros, já tive medo e tive de fugir, já me deram guarida por algumas noites e já me enxotaram. Mas já chega. Não quero mais. Tenho fome. E não é de comida. E juro que hoje me sinto como um cão abandonado.




(se não vos toquei no coração, pelo menos pensem neles (os animais abandonados) por ser Natal, vá)

If I am going to hell then I just don't care

A vida é um ciclo vicioso. Voltamos sempre à estaca zero, ao fundo do poço, ao cume da montanha-russa, ao momento da decisão fatal. Cabe a cada um de nós perceber, a cada volta, se quer ser melhor ou pior. Os erros podem ser os mesmos, podem não ser ou podem ser mais. A verdadeira questão é o objectivo deste carrossel. Será para atingirmos a perfeição? Para fazer uma pessoa mais feliz? Para termos um bilhete para o Céu em 1ª classe? Enquanto não souber a resposta, vou andar neste carrossel as vezes que forem precisas. E sabem a melhor? Hoje voltei à estaca zero. E desta vez vou fazer só o que me apetece. Implique isso mais ou menos erros, simplesmente não quero saber.

Vou dizer-te que gosto de ti só mais uma vez.


Páginas amarelas Parte V

Sempre disse que neste blog só escrevo sobre pessoas que amei e amo. Tu foste a grande excepção. Nunca te amei e nunca o vou conseguir. Também não era esse o objectivo. Escrevi, aqui, para ti porque apesar de não seres o amor da minha vida, a minha alma gémea ou a minha outra metade, foste a pessoa mais importante desta minha fase. Foste tu que me transplantaste o coração novo que tenho agora. Abriste-me o peito, muitas vezes a sangue frio e tiraste o velho, triste e despedaçado coração que não me deixava dormir, sorrir e viver. Suturaste a ferida com toda a precisão e estiveste sempre ao meu lado durante a minha convalescença. Agora, que tenho um coração vermelho-vivo, que bombeia o sangue eficientemente e me permite ser feliz, deste-me alta. Sem recomendações. Do género, levaste de mim tudo a que tinhas direito, agora pira-te. E eu aceito obedientemente. Porque a mais não és obrigado. Vou pirar-me. Com a certeza que de uma forma ou de outra és a pessoa que melhor me ensinou a gostar de mim mesma. E és a pessoa que me lança cheia de vida nesta selva de gente, onde, mais cedo ou mais tarde, alguém me vai levar de volta à lista dos transplantes.

Petty Party

Há muito tempo que não adormecia a chorar. Vou só ali tomar um daqueles comprimidos que não me permite sentir nem pensar. É que hoje, dói a sério.

But you know,

the thing about romance is... people only get together right at the very end.

Sam in Love Actually

Little things

Sou péssima a Geografia, sempre fui e por mais que tente acho que nunca vai mudar, não bebo leite de manhã, aliás, não bebo leite, ponto. Não suporto pessoas que andam na rua e olham para todo o lado menos em frente, são os meus pés que sofrem com isso. Não gosto de arroz doce nem de mel. Não dou a minima atenção a quem me faz sinais de luz na auto-estrada, que eu saiba ainda não há faixas exclusivas. Detesto quando vou a uma caixa prioritária no supermercado e as pessoas me olham de lado, reparem "prioritário" é diferente de "exclusivo". Sou um zero à esquerda a cozinhar. Prefiro o silêncio ao barulho. Não posso com pessoas que me estão sempre a perguntar o que vai acontecer a seguir no filme. Detesto chapéus de chuva e recuso-me a usá-los. Não me sinto bem de saia. Quando não uso nada nos pulsos, sinto-me nua. E por favor, não me perguntem "Vais chorar?"
Mesmo assim podes juntar-me à tua lista de Natal? Please? Prometo que me porto bem.

Ainda pensam que nos conseguem perceber...


Das coisas que me irritam

Quando vamos ao supermercado e não sabemos se a pessoa da caixa vai arrumar as compras no saco. Algumas vezes arrumam, outras não. Irrita-me. Não sabem ser coerentes?

While you were sleeping

Passado muito tempo, debaixo de uma chuva torrencial, no meio do trânsito da 2ª circular e uma trovoada no horizonte, acidentalmente carreguei no modo CD. E eles voltaram a cantar para mim. Mas desta vez não tinha acabado de sair da tua cama, onde continuaste a dormir, pé ante pé, sem fazer barulho, a tentar encontrar o comando do portão às apalpadelas na escuridão. Fechava a porta com cuidado, sempre com cuidado para não te acordar, e enfrentava as ruas frias e escuras. Entrava no carro, acendia um cigarro e eles cantavam para mim no lugar do pendura. Fazia sempre o caminho mais longo de volta a casa e imaginava o interrogatório que me farias, como sempre, no dia a seguir. Porque não ficaste? Simples. Porque eram estes minutos da madrugada que me devolviam a sanidade mental que perdia quando estava contigo. Nunca te contei que um dia o carro me levou até à praia, era ainda de noite. Estava vento. As ondas revolviam algures debaixo da rocha onde me sentei. Aconcheguei o casaco de meia-estação ao corpo e assisti ao amanhecer ainda com o teu cheiro nas minhas mãos e os teus beijos colados à minha pele. E os Kings of Leon continuavam a cantar para mim enquanto dormias.

Sim, de ti

A vida é demasiado curta para os nós na garganta. Para as coisas não serem ditas. Hoje medimos as palavras e amanhã espetamos o carro na A2, num dia sem nuvens e clima ameno, enquanto mudamos a faixa do mp3. É assim que as coisas funcionam. Tens esta oportunidade. Mais nenhuma. Não existem erros, existe o fazer e o não fazer. Não deviamos ser obrigados a condicionar o quanto gostamos de alguém, a medir as acções e zipar as saudades em caixas pequenas para não ocuparem demasiado espaço em casa. É por isso que hoje te digo que gosto de ti. Estás a ouvir? Gosto de ti.
Se amanhã bater os pés para a cova, não te restam mais dúvidas. Não me digas que não percebeste. Eu volto a dizer, queres que grite?
GOSTO DE TI.
Pronto, aí tens a tua batata quente. O que vais fazer com ela?

Com direitos de autor II

"A solidão observa e suspira, depois deita-se na minha cama e tapa-se com os cobertores, totalmente vestida, de sapatos e tudo. Já sei que vou ter de dormir com ela outra vez esta noite."
Elizabeth Gilbert in Comer, Orar, Amar

Heart skipped a beat,

And when I caught it you were out of reach. But I'm sure you've heard if before.

The moment of truth in your lies

Existe um alarido enorme à volta do primeiro beijo. Não o primeiro beijo de sempre. Mas o primeiro com outra pessoa. É uma nervoseira e excitação simultâneas. É não saber para que lado a outra pessoa vai inclinar a cabeça e o que se deve fazer com as mãos. É o olhar nos olhos, passar aos sinais corporais, olhar os lábios de soslaio, apenas o suficiente para a outra pessoa perceber. E o ritual de aproximação. Quem dá o primeiro passo. E agora que o dei, espero ou dou o segundo também? Um passo à frente, dois atrás, passo à frente, dois atrás, é a dança do amor, a ligação invísivel feita com cordas de aço, que puxa, puxa mas que inclui momentos de fricção. E como diz a Concha o primeiro beijo dá-se com os olhos. É o deixar a outra pessoa entrar na nossa alma, abrir-lhe o caminho para o nosso inconsciente. Acredito que o beijo leve duas pessoas ao mesmo ponto. Ao mesmo caminho. Mesmo passados muitos anos, poderemos sempre dizer I've been there, os dois. Naquele momento só nosso. Em que se suga e transmite alegria, desejo, sonhos que duram horas. É a fraqueza do corpo. A boca abre a porta ao coração e este deixa-se invadir. Mas aqueles segundos, mesmo antes de sentir os outros lábios contra os nossos, aqueles segundos em que apenas alguns milimetros nos separam, em que se cheira o coração da outra pessoa, significam a nossa derrota. Somos acorrentados. Para o melhor e para o pior.

Páginas amarelas Parte IV

Por outro lado, chamarem-me miga é meio caminho andado para imaginar um machado a decepar a cabeça da pessoa em questão.

I would never let myself forget

Um dia disseram-me que eu podia ser quem eu quisesse. E eu aceitei o desafio, armada em esperta. E realmente fui. Fui uma pessoa completamente diferente durante alguns meses. E gostei. Muito. Sentia-me mais leve, principalmente. Sair da minha pele foi como nascer outra vez. Mas com a diferença de saber tudo e ter consciência de tudo o que já vivi. E não pensei. Um dos meus grandes defeitos é pensar demais, overthinking, como agora é chique dizer. Por isso, resolvi por de lado os miolos e agir com o resto. Lançar-me fora da minha zona de conforto e aproveitar todas as oportunidades que me deram.
Agora, que o meu papel chegou ao fim e não há mais páginas no guião sinto-me meio perdida. E dou por mim a questionar-me sobre o que fiz e o que podia não ter feito. E tirei a minha grande conclusão. Não consigo dissociar-me. Não consigo ser outra pessoa a 100%. E, se o consegui, agora sofro por isso. Porque tudo o que não pensei na altura, cai agora aos trambolhões. Como se o mundo fosse acabar já amanhã e tivesse de acontecer tudo de uma vez. Adiar o meu overthinking foi um erro. Há-que pagar por ele.

Páginas amarelas Parte III

Gosto de ouvir chamar pelo meu nome. Sem alcunhas, sem fofinha, querida, princesa, diminutivos, amorzinho, miúda. Gosto que me chamem pelo meu nome. Daquela maneira. Soa como se fosse só meu.

I want so much to open your eyes 'cause I need you to look into mine

Não. Não sou nenhuma santa. Deito-me muitas vezes a pensar nas diferentes coisas que podia fazer para magoar outras pessoas. Principalmente as que me magoaram. Mas ontem não. Ontem adormeci a pensar no que te podia fazer de mal para perceberes que me deixaste para trás. Imaginei serras eléctricas, cativeiros, agulhas, caves isoladas, correntes, facas de mato, etc. Nenhuma me pareceu minimamentre viável. Pronto, podias simplesmente ir a passear na tua terra e desencadear uma avalanche, entretanto eu pertencia às equipas de busca e resgatava-te com vida, o que te abriria os olhos para o facto de realmente eu ser a tua casa. Mas depois penso que não. Que estou bem assim. Que os sacrificios que teria de fazer para pertencer à tua vida são muitos e agora não me apetece. Mas apetecia-me ter-te aqui sabes. Durante umas horas. Depois podias seguir com a tua vida outra vez. Porque não sou uma pessoa inesquecível, não me recomendo, não sou uma mulher de sonhos. Sou mais uma que te passou pela vida e que vai fazer parte das estatísticas, sejam elas boas ou más. Mas sou egoísta. E gosto. Isto de gostar mais de mim e menos dos outros tem que se lhe diga.
Só gosto de ti um bocadinho. E com o tempo vai desaparecer. Tu sabes isso e eu também. Não te queres apressar?

Be happy for this moment. This moment is your life.

Get a dog!

Todas as mulheres querem mudar os homens. É um facto. É inerente à condição feminina. Queremos um diamante em bruto (se bem que de diamante pouco têm) para moldar à nossa maneira. É vê-las conquistar um macho mauzão e começar com a conversa "podíamos assistir a uma opera/comedia romântica/ peça de teatro/ ballet... " Porquê? "Oh, porque assim ficavas a conhecer-me melhor...os meus gostos...bla, bla, bla" E pronto, lá lhes conseguimos dar a volta. Porque, verdade seja dita, a persuasão é uma das nossas caracteríticas. Mas não se iludam. De certa forma estamos a treiná-los. E todo o treino requer uma recompensa certo? Pelo menos segundo o querido Pavlov. Portanto, sim, eles até vão acompanhar-nos a um show de striptease masculino, se for preciso. Desde que depois tenham uma boa dose de sexo. Pois. É que eles, minhas queridas, pelo menos 98% vá, pensam em três coisas: Sexo, futebol e FIFA/PES. Nós? Fazemos parte do sexo, está claro! O quê? Queriam um lugar especial? Ah, ah, ah. Esqueçam. Seja lá qual for a razão que nos leva a querer mudá-los, fazê-los crescer, alargar-lhes os horizontes, não sei se valerá a pena. E a desculpa de tentar potenciar o que eles são...hum...o esforço não será melhor aplicado num cão? Pensem bem, à parte o facto de um homem não roer os pés da mesa, um cão é mais fiel, podemos ralhar com ele que ele volta e melhor, podemos levá-lo a passear que no final ele não vos vai pedir nada em troca.

Can you keep a secret?

Gisele Bundchen by Patrik Demarchelier



Hoje, no metro, não consegui esconder o sorriso. Sorri para ti a viagem inteira. Enquanto relembrei cada segundo que te dediquei.

The S word

Tenho coisas a mais na cabeça. Não consigo seguir uma única linha de pensamento. Estou incapaz de articular seja o que for. Preciso de sexo. Pronto, deve ser isso. Oh, não...ela disse mesmo isto? Epa disse e volto a dizer. Preciso de sexo. SEXO. S-E-X-O. Não é do que andamos todos à procura? Sinceramente. Não queremos que alguém olhe para nós através da nossa roupa? Que sinta a nossa energia tendenciosa quando passa perto de nós? Não sejamos púdicos ao ponto de mentir a nós próprios. E não precisamos apenas de sexo. Precisamos igualmente de planos B. Aqueles que quase ninguém usa mas que dão sempre jeito ter. Como os chapéus de chuva que andam na mala do carro, estão a ver? Ultimamente são os planos B que têm ajudado a manter a minha sanidade mental. Apesar de nunca gostar muito de recorrer a eles, uma vez por outra lá tem de ser. Apetecia-me agora um. Mas estou demasiado cansada para levantar o rabo do sofá e pegar no telemóvel que está a 5 metros de mim. Temos pena.

What are you waiting for?

Custava-te muito bateres à minha porta e dizeres que me amas?


Não, pois não?

Muitas vezes,

são as pessoas erradas que dizem as coisas certas.

Shake hands with the Devil

Detesto o síndrome electrónico em que vivemos. Estamos rodeados de uma parafernália de telemoveis, agendas electrónicas, computadores, mp3, mp4, iPOD, IPAD, whatever! Às vezes (frequentemente) apetecia-me agarrar nesta palete de cenas que apitam, dão música, fazem-nos levantar o rabo do sofá mais vezes do que gostaríamos porque pode ser uma chamada importante, mesmo que já sejam 23h, e o mundo pode estar a acabar e se não atender daí a uns segundos tenho 500 mil mensagens a dizer onde estás? porque não atendes? está tudo bem? estou a ficar preocupado...whatever! Chegamos ao cúmulo de marcarmos um encontro às 15h e durante o caminho vamos enviando sms estou a caminho, já saíste de casa, daqui a 5min estou aí. E se, por azar, chegamos antes da outra pessoa, segue-se uma ritual de trocas já cheguei, onde estás, demoras muito?, estou à espera à 3min e meio, mexe esse rabo, whatever! Já não se vive o momento. Estamos sempre à espera de mais. De melhor. O simples é irrelevante. E depois diz-se o primeiro "Amo-te" numa sms perdida no meio das 540 que estão na caixa de entrada. Muitas vezes nem chega a esse sentimento, é mais um "amt". WTF is that? E o pegar nas mãos, olhar nos olhos, sentir o nervoso miudinho, ouvir com todas as letras? E observar a expressão de entusiasmo da outra pessoa enquanto não respondemos um "Eu também te amo". O mundo está cheio de pressa, as pessoas estão sedentas, e eu estou aqui agarrada ao computador, enquanto podia estar ali à lareira a participar numa conversa construtiva, zangada com o mundo inteiro porque ontem estava a rebentar de febre e dores no corpo e o telemóvel não parou de tocar um minuto para me deixar descansar e hoje estou muito mais fresca, muito mais desperta, e o gajo não toca nem por nada! Que nervos!

Acerca de mim

A minha foto
O meu nome é Joana. Sou insatisfeita por natureza, quero sempre mais e sempre melhor. Sou indecisa, mas quando me decido vou até ao fim do mundo. O meu sonho é fotografar o mundo e as coisas bonitas que nos rodeiam. O meu grande sonho é não ter limites para o fazer.